Empresas européias utilizaram 81,5 milhões de RCEs em 2009

 

18/05/2010   -   Autor: Fernanda B. Muller   -   Fonte: CarbonoBrasil

As empresas cobertas pelo esquema de comércio de emissões da União Européia (EU ETS, em inglês) utilizaram 81,5 milhões de créditos de carbono para compensar suas emissões em 2009, equivalente a 4,3% do volume total do mercado e uma queda de 1,7% em relação a 2008.

Dentre as compensações, quase 78 milhões foram submetidas na forma de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), sendo que 52% originaram na China, 21% na Índia, 14% na Coréia do Sul, apenas 9% no Brasil e os 4% restantes são provenientes de outros 19 países. As RCEs são geradas por projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto.

O uso das RCEs caiu em 4,55 milhões de unidades ou 5,5% em 2009, enquanto o uso das Emission Reduction Units (ERUs) cresceu de 48.338 em 2008 para 3,22 milhões de unidades no ano passado, respondendo por 0,17% dos créditos rendidos pelas empresas européias.

As ERUs são créditos de compensação de emissões resultantes principalmente de projetos em economias em transição do leste europeu.

No total, as 11,3 mil empresas que devem cumprir limites de emissões sob o EU ETS receberam ou compraram (em leilões) permissões que somam 1,842 milhões de toneladas de dióxido de carbono, o equivalente a 95,7% do mercado.

Os dados divulgados hoje pela Comissão Européia confirmam informações preliminares, que haviam sido liberadas em março, sobre a redução de 11,6% nas emissões de gases do efeito estufa no bloco em relação a 2008, principalmente alavancada pela recessão econômica e preços baixos do gás natural.

Juntas, as RCEs e ERUs utilizadas no esquema desde 2008 equivalem a somente 12% dos cerca de 1,4 bilhões de créditos que podem circular no mercado europeu no período 2008-2012.

O EU ETS sofrerá reformas substanciais para a sua terceira fase, que iniciará em janeiro de 2013 e estará em vigor até 2020.

As expectativas são que o esquema se torne mais rígido, reduzindo o limite de emissões e especialmente a margem de uso das compensações, como as RCEs e ERUs. Desta forma, muitas empresas estão guardando estes créditos para utilizar durante a terceira fase.

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